Nada nesse espaço é postado apenas por postar. Meu desejo como mulher poeta e formadora de opinião é proporcionar assuntos excitantes, porèm que nos façam pensar um pouco. Prazer é de fato a melhor coisa da vida, mas não é tudo. Bom se fosse. Bom se todos pudessemos apenas nos entregar ao prazer sem limites ou sem consequências. Sinto falta de assuntos excitantes, que possam ler lidos sem preconceito. Bom ler e em poder por a mão onde a leitura fizer latejar. Mulheres também latejam, isso é certo. Mas não dá pra ser irresponsável, não com o outro mas com o próprio corpo, com a própria vida. Nós homens e mulheres fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, portanto fomos criados para não ter limites em area nenhuma. Por isso ser: responsável e consciente é um bom aliado do prazer. Para isso nós homens e mulheres vamos ler, nos divertir, nos soltar, por a mão onde latejar; mas sem tirar a mão da CONSCIÊNCIA, sei que é possivel, pois é assim que os convido a viver comigo entre sonhos e delírios. Catiaho Alc.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Ler Contos é Coisa só de Mulher? Só que Não.


Com vocês Conto de silvioafonso: 
O BEM E O MAU




Foto da Internet usada pelo autor do texto
Ele era alto e forte, bonito, sensual. Bateu atrás de si a porta do banheiro público e se perdeu num bloco que passava.  Rapazes e moças, gente de meia idade e crianças brincavam sobre um   trio elétrico  que  varava à  pracinha calando os blocos. Bumbos e cuícas ditavam o ritmo da festa e ela com as suas curvas ditava o  ritmo da sua. Era uma linda moça,  tinha a pele suave como  brisa, macia como colcha de nuvem. Caminhava com a suavidade do voo   das gaivotas,  chamava atenção.  O som entrava em sua alma formando a trilha  sonora de um carnaval que mexeu com a sua vida e entorpeceu sua alma. Tranquila como as águas  de um lago ela seguia o som vibrante  que agitava o povo  e grafitava nela as marcas de um carnaval que enfeitiçou os olhos, ardeu em  suas veias como um gozo roubado por quem não tinha cara e não tinha nome; só a  pegada digna de um cafajeste e as estocadas de um estivador para denominá-lo.  Rasgada ela deixou  no banheiro  as vestes aonde,  semiconsciente,  o viu bater a porta e ir embora. Ali, no banheiro público, afastado da multidão ela deixou o seu suor, as suas lágrimas e levou consigo a lembrança e a saudade de um homem que paralisou a sua vida, mesmo que por um instante,  num molhado forte de  amor, perfume e  desejos.


silvioafonso

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